ALEJANDRO ZAMBRANA É UMA DAS ATRAÇÕES MAIS ESPERADAS NO ENCONTRO CULTURAL DE LARANJEIRAS

O fotógrafo Alejandro Zambrana inaugura no próximo dia 6 de janeiro de 2012, às 19h, na Sala Cândido Aragonez, do Bureau de Informação Turística, da cidade de Laranjeiras, em Sergipe, a exposição Taiê. A mostra traz um recorte da documentação fotográfica que ele vem realizando há seis anos sobre as Taieiras de Laranjeiras – grupo de forte expressão social e cultural que todo mês de janeiro ritualiza uma cerimônia sincrética de louvação aos ancestrais por meio das figuras de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, os padroeiros negros do Brasil.

A exposição será composta por cerca de 20 fotografias divididas em cinco séries que se relacionam com expressões do universo simbólico das Taieiras: pureza, caminho, missão, elo e sagrado. O conjunto elabora uma poética que dialoga com as nuances da expressão cultural e ressalta a singularidade ritualística das Taieiras dentro da cultura brasileira. Alejandro Zambrana desenvolve uma perspectiva bastante particular do rito, que vai além do registro das suas etapas e atividades, propondo ao expectador uma reflexão sobre as vivências, elementos, cenários e a intensa organização do grupo para o cerimonial tão esperado por moradores e visitantes da cidade.

Outra singularidade é que o fotógrafo sempre inicia exposições pelas cidades de origem dos festejos e rituais que fotografa, porque a intenção primeira é trazer um retorno tanto para quem o recebeu quanto para a própria cidade que abriga as expressões culturais que dialogam com o seu trabalho. Por isso, os primeiros a ver a exposição Taiê serão os laranjeirenses e o público participante do 37º Encontro Cultural de Laranjeiras, que abriga a mostra em sua programação. Depois, a exposição deve seguir para as cidades de Lagarto e São Cristóvão e Aracaju. A entrada gratuita e a mostra pode ser vista pelo público até o dia 30 de janeiro, durante o horário comercial.

Para realizar o último ano do projeto e a exposição, o fotógrafo teve o patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), por meio da aprovação no edital 2010/2011. A exposição também tem o apoio da Prefeitura Municipal de Laranjeiras, por meio da Secretaria de Cultura, e do Governo do Estado de Sergipe, por meio do Edital de Apoio à Formação, Produção e Circulação Cultural Interna do Fundo Estadual de Desenvolvimento Cultural e Artístico (Funcart).

A produção executiva da exposição é de Alejandro Zambrana e Aline de Aragão. A curadoria foi feita pela fotógrafa e pesquisadora Ana Lira, integrante do Trotamundos Coletivo (www.trotamundoscoletivo.com) e do blog 7 (http://setefotografia.wordpress.com), que também trabalhou no projeto expográfico da mostra junto com o arquiteto e fotógrafo Cristiano Borba. A montagem e assessoria de imprensa é do Trotamundos Coletivo.
Sobre as Taieiras de Laranjeiras

Alejandro Zambrana

As Taieiras é um grupo composto predominantemente de mulheres, lideradas pelas representantes da Irmandade de Santa Bárbara Virgem. Elas são responsáveis pela organização completa das atividades que culminam com a homenagem a Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, os santos negros do Brasil. Ensinam os cantos, danças e o respeito às orientações da cultura nagô, que foi incorporada ao cerimonial das Taieiras de Laranjeiras por Umbelina Araújo, uma de suas mais importantes representantes, que liderou o grupo por mais de 50 anos até falecer em meados da década de 1970.

O principal cortejo das Taieiras de Laranjeiras ocorre no final de semana em torno do dia 6 janeiro, quando é celebrada a Festa de Reis. Pelas ruas de Laranjeiras elas saem dançando e entoam cantos que trazem louvores, falam do cotidiano político e social da cidade durante a escravidão e contam algumas histórias de pessoas importantes que passaram pelo grupo, como a própria Umbelina Araújo. Se escutar com cuidado, o ouvinte pode perceber que passados quase um século e meio, alguns cantos falam de situações que não mudaram no contexto social, o que leva o visitante a vivenciar um ritual que não é esvaziado de significado.
As Taieiras agregam pessoas ao longo da caminhada até a Igreja de São Benedito, onde todos assistem à missa. Após a cerimônia, elas realizam homenagem aos santos negros, cujo ápice é a coroação da Rainha das Taieiras. O Padre retira a coroa de Nossa Senhora, pousa na cabeça da Rainha e as Taieiras fazem o ritual de louvação. Encerrado o louvor, elas saem cantando sem dar as costas para o altar e seguem pela cidade a visitar as casas onde são convidadas para fazer apresentações. A homenagem delas termina no final da tarde, quando após uma pausa para descanso, elas se unem à grande procissão que sai da Igreja de São Benedito.

Outra data importante para o grupo é a festa de Bom Jesus dos Navegantes, realizada na segunda quinzena do mês de Janeiro, data que varia de acordo com as marés altas de modo que permita o deslocamento dos barcos na procissão fluvial que sai do Vale do Cotinguiba até próximo do rio São Francisco. Todas essas apresentações, no mês de Janeiro, são precedidas por ensaios iniciados a partir do mês de outubro. O número de ensaios varia de ano para ano, mas os que ocorrem em 24 de Dezembro e 01 de Janeiro são preservados pela tradição. Os rituais das Taieiras e importância dos elementos e organização de sua comunidade feminina têm sido foco de trabalhos documentais, jornalísticos, artísticos e de estudos publicados no Brasil.

Sobre o Fotógrafo


Alejandro Zambrana é fotógrafo profissional desde 2007 e trabalha atualmente na Prefeitura Municipal de Aracaju. Formado em Rádio e TV pela Universidade de Pernambuco, ele vem realizando trabalhos como freelancer para as revistas Continente, Carta Capital, Veja, Raiz e para instituições como o Instituto Ayrton Senna. Também trabalhou em várias assessorias de imprensa de Sergipe e foi estagiário do Diário de Pernambuco.

A fotografia documental, contudo, é a grande paixão do fotógrafo. Nos últimos dez anos, ele já realizou trabalhos que enfocaram o circuito das romarias do Juazeiro do Norte, o ritual dos festejos de Lambe Sujos Caboclinhos, que encenam a ocupação das terras indígenas do Vale do Cotinguiba em Sergipe por povos de etnias negras e o cerimonial das Taieiras. Além da cultura popular, o fotógrafo também esteve documentando os vestígios da extinta Casa de Detenção de Sergipe, que foi desativada em 2007.

Seus trabalhos já foram expostos nas cidades do Rio de Janeiro, Recife, Juiz de Fora, Santa Maria e Aracaju e ele participou de diversas mostras coletivas, como a Olhavê-Perspectiva, realizada em setembro de 2011, no Paraty em Foco. Neste mesmo ano, no primeiro semestre, realizou uma primeira exposição o n line do trabalho Lambe Sujo e Caboclinhos, hospedada pelo blog 28mm, do fotógrafo Henrique Manreza.


Zambrana foi menção honrosa na categoria cor no 8º Concurso Leica Fotografe (2011), no 31º Concurso Fotográfico da Cidade de Santa Maria (2011) e finalista dos concursos Prix Photo Web 2011, Leica-Consigo Fotografe (2007) e Leica-Agfa Fotografe (2005 e 2004). Foi finalista ainda do 8º Salão Nacional de Fotografia “Pérsio Galembeck” e do I Salão de Fotografia de Aracaju. Tem trabalhos publicados no site Perspectiva, dos editores Alexandre Belém e Geórgia Quintas, na coletânea Linguagens 2008, lançada em Recife com curadoria de Juarez Cavalcanti, além de portfólios destacados nas revistas Continente e Aracaju Magazine.

Alejandro Zambrana também é um dos integrantes do Trotamundos Coletivo. Pesquisa o uso da cor no discurso fotográfico, em especial por meio do uso de filmes positivos (slides). A maior parte de seu trabalho de documentação é desenvolvida em filme, embora a fotografia digital também apareça como suporte de seus trabalhos e no cotidiano de repórter fotográfico. Recentemente, vem se dedicando ao estudo da fotografia em ambiente multimídia e às possibilidades de convergência para a elaboração de narrativas visuais.

por Ágora BR. Postado em CULTURA

FELIZ 2012 PARA TODOS

Mais um ano terminando, e nós que fazemos o Portal Alarde queremos agradecer a todos que contribuíram conosco neste breve período em que estamos no ar. Vocês são os verdadeiros culpados pelo nosso sucesso de todos os dias, dormimos e acordamos pensando em levar para todos vocês as informações necessárias para seu dia. 

por isso queremos agradecer de coração e garantir que iremos continuar trabalhando 
para deixar vocês cada dia mais perto da noticia neste novo ano que se aproxima. A todos que nos acompanham em nossa rede Facebook, Twitter, Google Plus, blogger, linkedIn …

o nosso muito obrigado. 


  R. Lima
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 Fundador e Editor Chefe

LIVRO QUE DIZ QUE LAMPIÃO ERA GAY SEGUE CAUSANDO POLÊMICA

No mês de novembro uma noticia deixou os nordestinos, sertanejo e amantes do cangaço e sua história de cabelo em pé, verdadeiramente roxos de raiva.

tudo isso aconteceu devido ao anuncio de lançamento de um livro do magistrado aposentado sergipano Pedro de Moraes, intitulado ´´ Lampião, O Mata Sete“, onde  o mesmo afirma que o Rei do Cangaço, herói para a maioria do povo nordestino Não passava de um GAY enrustido e que dona maria bonita sua esposa e amada era nada mais nada menos do que uma adultera e que casou com ele apenas mara que lampião pudesse manter ante seus homens a fama de macho.

  • ESCRITOR SERGIPANO É IMPEDIDO DE LANÇAR LIVRO ONDE DIZ QUE LAMPIÃO ERA GAY.

    muitas pessoas ficaram terrivelmente infeliz com essa afirmativa do senhor Pedro de Moraes, e um a dessas pessoas nos enviou uma carta retrucado as afirmativas do escritor que segundo ele não tem fundamentos.

    O Portal Alarde repassa a partir de agora o texto do email que recebemos do senhor Jose bezerra na integra

O meu nome é José Bezerra.

Meu sobrenome nada tem a ver com a família daquele tenente que de uma hora para outra mudou seu ignóbil prontuário nos quadros da polícia alagoana, transformando-se em herói.

Faz 9 anos que estou escrevendo um livro sobre o cangaço. Nele, pretendo narrar os fatos, citando as fontes, fixando a figura de Lampião emoldurada no espaço geográfico em que viveu e no seu contexto histórico. Lampião não foi nem herói, nem bandido – foi simplesmente um cangaceiro, um sertanejo de fibra que não dobrou a espinha diante daqueles que se julgavam donos dos sertões nordestinos.
Virgulino Ferreira foi um sertanejo à moda do seu tempo, um tempo brabo em que o sujeito para ser respeitado tinha que mostrar que era cabra macho, e para isso era preciso honrar cada letra do que dizia, fosse para o bem, fosse para o mal.
Lampião ousou desafiar o Poder – e esse foi seu maior erro, ou seu maior mérito, a depender do critério pelo qual seja julgado.
A figura de Lampião deve ser tratada com respeito. Não foinem vilão nem herói. Foi simplesmente um jovem, filho de uma família honrada, que teve uma infânciaabsolutamente normal, e que, por uma série de fatores, terminou se lançando numa empreitada temerária da qualnão tinha como sair vivo.
A História do Nordeste, tirando a Invasão Holandesa, resume-se a três personagens: Lampião, Padre Cícero e Antônio Conselheiro. Não necessariamente nessa ordem, mas sempre centrada nessas três figuras ímpares. Sem elas, a História do Nordeste seria insossa, como uma comida preparada sem sal e sem tempero.
Agora, surge um paspalhão com uma história inusitada, sem fundamento nos fatos, fruto de elucubrações de um tipo de “pesquisador” que não pesquisa nada, e, sem sair de casa, refestelado numa poltrona, com base em leituras a vôo de pássaro, sem entrevistar ninguém, passa a regurgitar asneiras.
Quero manifestar minha solidariedade a você, Vera, e a dona Expedita, em face das tolas invencionices desse senhor que, para angariar credibilidade, faz questão de alardear a sua condição de “juiz aposentado” (aposentado compulsoriamente…).
Associo-me às palavras de Alcino Alves Costa – este, sim, um pesquisador de verdade, legítimo Vaqueiro da História –, em artigo divulgado pelo portal da Associação dos Magistrados de Sergipe (AMASE): “Dizer-se que Lampião era homossexual e Maria Bonita uma adúltera, e os dois, Lampião e Maria Bonita, coabitavam com Luís Pedro, vivendo assim, em plena caatinga, um triângulo amoroso, é algo que em sã consciência ninguém tem o direito de acreditar”.
Quanto a Maria Bonita, trata-se de uma mulher digna, decidida, dotada de senso de liderança, que não se prevalecia do fato de ser a mulher do chefe para impor respeito. Àquele tempo, ser cangaceiro era moda, no sertão, e muitas moças sonhavam juntar-se a um cangaceiro, pela vida de aventura, valentia e glamour que levavam nas caatingas.
Nas zonas rurais, as filhas dos fazendeiros eram preparadas para serem esposas prendadas: aprendiam a cozinhar, costurar, bordar, fazer rendas. As filhas dos moradores trabalhavam nas roças desde meninas, ajudando os pais, e quando casavam continuavam a mesma lida com os maridos e os filhos. Ao contrário dos homens, que entravam para o bando porque queriam ser cangaceiros, as mulheres tornavam-se cangaceiras por força das circunstâncias, para estarem com seus maridos ou namorados. Para elas, portanto, o cangaço não era uma “profissão”, mas uma contingência da vida. As garotas das roças e das pequenas povoações sertanejas, ao mesmo tempo em que tremiam de medo dos cangaceiros, paradoxalmente viam os cangaceiros como heróis românticos, príncipes encantados de um reino onde havia perigo e morte, mas que, por pior que fosse, não podia ser pior do que a triste vida em que viviam. No íntimo, sentiam-se fascinadas por aqueles homens valentes de que tanto se falava, como se fossem induzidas pelo instinto natural de fêmeas a querer parir um filho daqueles cabras machos como o diabo!
Maria Bonita, como o companheiro, tinha carisma. Sabia ser austera e indulgente, inflexível e compreensiva, implacável e doce. Ela representa a mulher nordestina típica da zona sertaneja. As asnices imaginadas por esse “escritor” de bobagens constituem uma ofensa à mulher sertaneja!
Ela descende da família Gomes de Oliveira, uma das famílias tradicionais de Santa Brígida, ombreada com as famílias Barbosa, Marques e Miguel.
Maria Bonita estava separada do marido quando se juntou a Lampião, o que é absolutamente legal e legítimo.
Não se tem notícia de um crime sequer que tivesse cometido. Apenas acompanhava as andanças daquele que o seu coração elegeu como o seu amor.
Quanto a Luiz Pedro, em todas as entrevistas de ex-cangaceiros e ex-cangaceiras, nunca foi sequer insinuada a mais mínima possibilidade de relacionamento espúrio, tal como suscita esse “escritor” de lorotas.
João de Sousa Lima, outro pesquisador sério, tal como Alcino Costa, afirma num artigo postado no Orkut: “Para os homens e mulheres que estudam o cangaço com seriedade e imparcialidade, salientando que não se trata aqui de homofobia ou qualquer outro tipo de preconceito, no cangaço não existiu casos de homossexualismo, nenhum estudo em todos os aspectos do fenômeno apontou essa prática.”
Sobre essa questão, Frederico Pernambucano de Mello, um dos principais pesquisadores do cangaço, assim se manifestou: “A tese é delirante. Os registros da época não autorizam essa conclusão”.
De um modo geral, as pessoas que escrevem sobre Lampiãoquase sempre são traídas por suas idiossincrasias.
Algumas pessoas, por terem certos “pendores”, têm uma preocupação, que é até compreensível, de mostrar que figuras importantes também eram dotadas dos mesmos pendores. Um pederasta maluco chegou a levantar a tese de que Jesus Cristo era boiola!…
Mas, em última instância, tais pessoas não se apercebem de que constitui recurso vão pretender demonstrar que figuras históricas teriam as mesmas tendências ou propensões que elas, afortunada ou desafortunadamente, possuem.
O pior é que as pessoas que não conhecem a história do cangaço, ao ler invencionices desse tipo, podem acreditar que os “fatos” são verdadeiros. Já houve uma “revelação” de que Lampião foi jogador de futebol, sendo um zagueiro imbatível!
Um desequilibrado escreveu que Lampião e Maria Bonita teriam sido… colegas de escola!
Antonio Amaury Corrêa de Araújo – outro pesquisador respeitável, do quilate de João Souza e Alcino Costa –, em seu recém-lançado Maria Bonita, adverte que não se estranhe quando surgirem histórias de Lampião na Lua ou no fundo do mar, ou quando escritores afirmarem que Lampião foi visto escalando o Everest, atravessando o deserto do Saara ou lutando contra esquimós no Pólo Norte…
As bobagens inventadas por esse moço, relativamente a Lampião e Maria Bonita, materializam os presságios de Amaury.
Voltando ao caso do livro desse senhor que, por força de uma Liminar concedida em ação judicial impetrada pela família Ferreira, teve suspensa a venda de sua “obra”, isso está cheirando a golpe de marketing, para que, em virtude da celeuma produzida, uma vez cassada a Liminar, o livro se torne campeão de vendas, ludibriando curiosos tolos.
Senhor “juiz aposentado”: Cangaceiro também tem honra!

Erros grosseiros d’O Mata Sete
(amostragem)
Do “livro” de Pedro de Morais não se aproveita nada, tantos são os erros, que pululam a cada linha.
Por exemplo – estou dando apenas exemplos:
a)   Esse moço, sem citar um autor sequersem verificar os relatos da época, diz que Lampião teria perdido a bolsa escrotal ao “tentar assaltar” a fazenda Tabuleiro, em 1922 (p. 83-84).
Ele diz essa asneira por desconhecer que Lampião àquele tempo acompanhava o famoso Sinhô Pereira, pertencente a uma família tradicional do Pajeú, formada de grandes latifundiários. Sinhô Pereira estava indo com seu grupo para a fazenda Tabuleiro, na ponta da Serra dos Paus Brancos, ao sul do município de Conceição do Piancó, Paraíba, divisa com Pernambuco.A fazenda pertencia a Manoel Alves, conhecido como Neco Alves, casado com uma sobrinha de Sinhô Pereira. O autor distorce os fatos, ao dizer que Lampião “tentava assaltar” aquela fazenda. Só um louco poderia supor que Sinhô Pereira, o braço armado da família Pereira contra os Carvalho e os Barbosa Nogueira, iria “assaltar” a fazenda de um membro de sua própria família!
b) Esse moço também distorce os fatos ao falar dos ferimentos recebidos por Lampião na citada fazenda Tabuleiro, dizendo que teriam sido mutilados os escrotos (p. 83-84).
Como esse moço desconhece os detalhes, vou rememorá-los para ele ficar sabendo.
Naquela ocasião Lampião foi atingido por três tiros: um acima da virilha, outro no espaço entre o peito direito e o braço, e outro na cabeça, de raspão. Lampião foi levado para a fazenda Nova, entre Jatiúca e Vila Bela, e depois para um barraco de palha nos matos da fazenda de Cosme da Tabua. Sinhô Pereira mandou o vaqueiro Mané de Caçula ir buscar o Dr. Mota, médico amigo de sua família, para cuidar dos ferimentos. O ferimento mais grave era aquele acima da virilha. Ao examiná-lo, o médico disse:
– A bala entrou e saiu, porque foi bala de fuzil. Nunca vi tanta sorte, rapaz. Por um triz a bala não pegou na bexiga e na espinha. A bala de fuzil é fina. Se fosse de rifle papo-amarelo, calibre 44, você agora era defunto…
Essa é a história contada por todos os que escreveram sobre o fato. É também a versão contada por Sinhô Pereira em suas entrevistas à imprensa. O tiro foi acima da virilha, por pouco não afetando a bexiga e a espinha.
Esse moço, ao cometer o seu livro de anedotas, deveria saber que os testículos de um homem não ficam na bexigaE tampouco na espinha. Considerando-se o que foi afirmado pelo médico, Dr. Mota, de que a bala passou raspando a bexiga e a espinha, para que se desse crédito à hipótese absurda suscitada no livro desse moço, de que a bala teria mutilado os testículos, seria preciso que o tiro tivesse sido disparado de baixo para cima, ou seja, o atirador teria de estar debaixo do chão!
c)   Também sem citar um autor sequer que lhe socorra nesse sentido, ele diz que por ocasião da morte de José Ferreira seus filhos estavam presentes e tirotearam com a polícia (p. 68-69).
Doutor, tenha paciência: como é que se faz História sem ler, sem pesquisar, simplesmente inventando os fatos?
d) Esse moço descreve Maria Bonita – que ele chama de “D. Deia” e de “Sinhá Maria” – como se fosse uma mulher vulgar (p. 185/195).
Seguramente, esse moço nunca leu nada sobre a Mulher do Capitão. Maria Bonita jamais foi chamada de “Sinhá Maria”, Doutor. E embora o livro se refira a ela várias vezes como “D. Deia”, dona Déia não era Maria Bonita – dona Déia era a mãe de Maria Bonita!
Ele diz que o nome de Maria Bonita seria “Maria Adelaide” (p. 186). A afirmação é destrambelhada.Adelaide é outra pessoa: trata-se da primeira mulher do cangaceiro Criança, que era filha de Lé Soares, irmã de Rosinha, companheira de Mariano, e prima de Áurea, mulher de Mané Moreno.

Antes de mudar de assunto, convém lembrar a esse moço que Santa Brígida não fica “nos entremeios” de Serra Negra e Poço Redondo, conforme diz, em flagrante equívoco (p. 185).
E que ele fique sabendo também que o local onde Maria Bonita nasceu, a Malhada da Caiçara, fica no município de Paulo Afonso.


e)   Esse moço se refere ao famoso Cassimiro Honório, do Juá, como Cassimiro “Tenório”! (p. 64).
Um equívoco dessa ordem só ocorre em quem nada leu sobre a história do cangaço.
f)   Ao falar sobre o combate da Serra Grande, ele diz que essa serra ficaria “entre Triunfo e Vila Bela”, atual Serra Talhada (p. 116).
O autor deveria saber que a Serra Grande ficava no município de Flores e atualmente fica no município de Calumbi!… Se ele se comportasse como um pesquisador de verdade, saberia que a Serra Grande se situa noutra direção, na estrada que vai de Serra Talhada para Custódia. Não tem nada a ver com Triunfo
g)   Na descrição do combate de Serra Grande, o autor diz que Lampião sequestou dois representantes comerciais “no pé da serra” (fl. 116).
Na verdade, a prisão dos citados representantes não foi feita no pé da serra, e sim a mais de cinco léguas de distância, exatamente no local conhecido como Pedra do Sino, entre Serra Talhada e Jatiúca.
h) Esse moço diz que um dos reféns, o representante da Standard Oil Company, se chamava Adolfo Meira (fl. 117).
Se ele tivesse lido direito os relatos desse fato, saberia que o nome do inspetor da Standard Oil Company of Brazil (hoje, Esso) era Pedro Paulo Magalhães Dias (vulgo Mineiro), e não Adolfo Meira.
O personagem por ele citado, Adolfo Meira (Adolfo Meira de Vasconcelos), diz respeito a outro episódio, ocorrido em Olho d’Água das Flores, que à época era um povoado do município de Santana do Ipanema. Há erro, portanto, não só quanto aos fatosmas também quanto ao tempo e quanto à geografia.
i)   Por não sair de casa, escrevendo as coisas com base no que lhe vem à cabeça, esse moço, ao descrever a morte de Antônio Ferreira, confunde a fazenda Poço do Ferro com Poço do Negro, e diz que “Poço do Negro” ficava na localidade Pipoca (p. 118).
Poço do Negro, Doutor, fica ao sul de Nazaré do Pico, na divisa de Serra Talhada com Floresta.
Por sua vez, Poço do Ferro, onde morreu Antônio Ferreira, duas léguas ao poente de Ibimirim, não fica em Pipoca – a fazenda Pipoca fica a 56 quilômetros do Poço do Ferro, no município de Betânia!
j)   Também pelo fato de não sair de casa, pretendendo fazer História em função do que pensa, sem pesquisar nada, sem ler nada, esse moço confunde o povoadoPatos, à época município de Princesa Isabel, com acidade de Patos, na Paraíba (p. 95).
O minúsculo povoado de Patos de Princesa (hoje, Patos de Irerê, município de São José de Princesa), também conhecido como Patos da Baixa Verde, situado no sopé da Serra do Pau Ferrado, nada tem a ver com a grande cidade de Patos, que fica longe, muiiiiito longe!!!…
Desconhecedor de tudo, ele se refere a Princesa como se fosse um “povoado” (p. 153). Cita a cidade de Missão Velha, no Ceará, como “fazenda Missão Velha” (p. 155). E, pior, considera que o sertão do Médio São Francisco, puxando para as Lavras Diamantinas, ficaria na “zona canavieira” (!), onde Lampião teria facilidade de se esconder “entre os talhões de canas-de-açúcar” (p. 157).
Meu Deus!…
k) Esse moço cita o episódio do cangaceiro Penedinho, que matou “um companheiro” (na verdade, Penedinho matou Canário), situando o fato em 1932 (p. 219).
Está errado, Doutor, pois esse fato ocorreu foi por ocasião das “entregas”, ou seja, depois da morte de Lampião, quando os cangaceiros decidiram entregar-se às autoridades. Penedinho (Teodomiro dos Santos – Teodomiro de Calu, apelido de família), filho de ManéPequeno e Calu, primo de Adília, mulher de Canário, matou seu companheiro foi em fins de 1938.
l)   Ele confunde Santo da Mandaçaia (assassinado por Corisco) com Zé Vaqueiro (da fazenda Pau Preto), e confunde Novo Tempo, irmão de Sila, com o cangaceiro Criança (p. 216).
m) Erra feio ao dizer que o cangaceiro Criança morreu no tiroteio do Cangaleixo, tendo ficado ferida gravemente a cangaceira Adelaide (p. 283).
Tudo o que esse moço diz está errado. Criança morreu de velho, em São Paulo. E Adelaide já havia morrido quando se deu o combate do Cangaleixo – quem estava no Cangaleixo não foi Adelaide, e sim sua irmã Rosinha, e esta não saiu “ferida gravemente”, estava apenas grávida… Gravidez não é “ferimento”, Doutor!
n) Por não sair de casa e por não ler nada e nem pesquisar coisa alguma, esse moço supõe que a Serra Negra (atual Pedro Alexandre) ficaria “na beira” do rio Vaza Barris, nas terras do “coronel João Sá (p. 170).
O rio Vaza-Barris passa longe da Serra Negra, Doutor… Muito longe!
o) Também pelo mesmo motivo ele confunde o coronal João Sá (de Jeremoabo) com o coronel João Maria, este, sim, o mandachuva da Serra Negra (p. 170). Idêntico erro se repete mais adiante, confundindo João Sá com João Maria (p. 174).
p) Embora esse moço seja sergipano, parece não gostar de sua Terra, pois não conhece Sergipe. Ele acha que saindo de Pinhão, “nos rumos do norte”, vai sair em Alagoas (p. 175) – na verdade, por ali se entra é na Bahia!
q) Por ignorar os fatos e a geografia de sua Terra, ele considera que as mortes de Bom de Vera e Cruzeiro teriam sido “nos arredores de Pinhão” (p. 231).
Ora, todo mundo sabe que esse fato foi na Várzea do Juá, a meia légua de Carira!
Note-se que nessa passagem ele se esqueceu de mencionar o cangaceiro Amoroso, e errou feio ao dizer que o grupo era chefiado por Demudado. Se o autor lesse um pouco sobre o cangaço ficaria sabendo que o chefe do grupo era Balão, e que Demudado já havia morrido, dois anos antes, junto com Zé Baiano, na Lagoa Nova, perto de Alagadiço.
r)   Ele “informa” que a fazenda Queimada do Luiz, onde Corisco foi ferido nos braços, ficaria no município de Frei Paulo (fl. 294).
Está errado, Doutor – aquela fazenda fica no município de Pinhão, e à época do fato era município de Campo do Brito!
s)   Esse moço confunde a vila de Cumbe, na Bahia (atual Euclides da Cunha), com outro Cumbe, este em Sergipe, vizinho a Nossa Senhora das Dores (p. 228).
t)   Ele se equivoca também ao dizer que o combate de Maranduba teria sido em “fevereiro de 1932” (p. 225).
O fato, Doutor, ocorreu na tarde do dia 9 de janeiro de 1932…
u) Sem ligar para os fatos e lugares relacionados à Terra Sergipana, ele afirma que, “nas proximidades de Capela”, os cangaceiros mataram “o dono da fazenda Candeal, o Senhor José Elpídio dos Santos” (p. 232).
Se esse moço tivesse um pouco de apego aos fatos, saberia que a fazenda Candial não fica “nas proximidades de Capela”, e sim na estrada carroçável que vai de Dores para o Aleixo, em sentido oposto a Capela
Além disso, convém frisar que José Elpídio não era o “dono” da fazenda Candial. José Elpídio morava no Acenso, antes do Candial. O dono da fazenda Candial era o velho Totonho de Donana (Tota).
v) Ele considera que a passagem de Lampião por Saco do Ribeiro (p. 176) teria sido depois de ele ter estado em Pinhão (p. 175).
Foi não, Doutor. Deu-se o contrário. Lampião passou por Poço Redondo, Monte Alegre, Boca da Mata, Saco do Ribeiro, Batequerê, Alagadiço, Lagoa Comprida, Pinhão, e meteu-se na Bahia, a caminho da longínqua Curaçá.
w) Ele “informa” que a fazenda Jaramataia, onde Lampião conheceu “Eronildes” de Carvalho, ficaria “à margem direita do São Francisco, situada no município de Canhoba (p. 182).
Está errado, Doutor. A fazenda Borda da Mata, também pertencente ao pai de Eronides (e não “Eronildes”), é que ficava à margem direita do São Francisco, situada no município de Canhoba. A fazenda Jaramataia fica longe do São Francisco, no município de Gararu, nos limites com Itabi. A separação dos municípios é feita pelo rio Gararu, que vem das Três Barras, município de Gracho Cardoso.
x) Esse moço diz que Corisco foi enterrado em Jeremoabo (p. 295).
Mais um erro, Doutor. Corisco foi enterrado em Djalma Dutra, atual Miguel Calmon. Seus restos mortais foram depois levados para Salvador, e encontram-se inumados no Cemitério Quinta dos Lázaros.
y) Ele reporta-se erroneamente à morte de Herculano Borges, por Corisco, como tendo sido em setembro de 1932 (p. 217).
Também está errado… Herculano morreu ao amanhecerdo dia 23 de setembro de 1931, na fazenda Bom Despacho, perto do povoado Santa Rosa de Lima,município de Jaguarari, na Bahia.
z)   Esse moço confessa sua idolatria pelo golpe de 1964 – no que tem todo o direito, pois é questão de ideologia (p. 245/249).
O que não se admite são os seus juízos de valor sobre o Padre Cícero e sobre Antônio Conselheiro, juízos que merecem todo o repúdio por quem quer que tenha um mínino de Consciência Cívica e de Amor à Verdade e à História!
Esgotei nessa especificação de erros todas as letras, de “a” a “z”, inclusive empregando as letras “k”, “w” e “y”, além de incluir num mesmo tópico mais de um equívoco do livro desse moço. Mas vale a pena citar ainda alguns disparates:
– ele afirma, erroneamente, que Benjamin Abrahão foi morto em Vila Bela – atual Serra Talhada (p. 273). Todo mundo sabe que Benjamin Abrahão foi assassinado na vila de Pau Ferro, atual Itaíba;
– ele se refere ao 28º Batalhão de Caçadores (28º BC), de Aracaju, como 23º… (p. 159);
– em seus desvarios, o autor “informa” que Maria Bonita foi ferida na vila de Serrinha “em abril de 1936” (p. 194-195). Foi nãoDoutor. O fato, ocorrido em Serrinha do Catimbau (atual Paranatama, PE), se deu na madrugada do dia 20 de julho de 1935
– na sua versão destrambelhada, esse moço diz que a cangaceira Cristina teria sido “acusada de ter traído seu amante Gitirana, num encontro amoroso com outro cangaceiro alcunhado Português” (p. 160-161). Mas é o contrário, Doutor: Cristina era a mulher de Português, e a traição dela foi com Jetirana (que o autor grafou “Gitirana”);
– o autor diz que em virtude desse fato, graças à intervenção de Corisco, “nada fizeram com a traidora” (p. 161). Está erradoDoutor. O bando deslocou-se para a fazenda Emendada, no município de Pão de Açúcar. No dia 21 de julho de 1938, Corisco mandou um cabra levar Cristina à beira do São Francisco, dizendo que Messias de Caduda estava esperando para levá-la a Propriá. Logo mais se ouviram gritos e tiros. Cristina foi morta por ordem de Corisco
– afirma também que “No Carro Quebrado, na Bahia”, Lampião matou 9 trabalhadores “nos serviços da estrada de ferro” (p. 254). Estrada de ferro, Doutor?! Carro Quebrado é uma fazenda perdida nas caatingas de Curaçá, na Bahia. Nem estrada tem. Somente veredas, trilhas abertas pelos bodes. Nunca houve e certamente nunca haverá “estrada de ferro” por ali…
Vou parar por aqui a fim de poupar o autor de mais vexames.

FELIZ NATAL DO PORTAL ALARDE E FAMÍLIA

O natal esta chegando e nós que fazemos o Porta Alarde não poderíamos deixar essa data passar em branco.

BAIXEM O CARTÃO SE DESEJAREM

gostaríamos de poder dar um presente acada um dos nossos leitores, mais como isso não é possível, esperamos que essa pequena lembrança seja aceita como forma do nosso agradecimento a todos que acessaram o nosso blog durante esse curto período de vida online, a quem esta nos seguindo , a quem curtiu a nossa pagina no Facebook, a quem já esta nos nosso círculos no G+, quem nos segue no Twitter e a todos que de alguma forma leu ou compartilhou nosso conteúdo na grande rede, o nosso muito obrigado e Feliz Natal a todos

UFS FIRMA CONVÊNIO COM A SECULT PARA REVITALIZAR O MUSEU AFRO-BRASILEIRO

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) tem buscados nos últimos meses, parcerias para a preservação e revitalização de suas unidades. Por isso, na manhã desta quinta-feira, 22, a secretária de Estado da Cultura, Eloisa Galdino, reuniu-se com profissionais do curso de Museologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) para a implementação do acordo de cooperação técnica que visa revitalizar o Museu Afro-brasileiro, situado na cidade de Laranjeiras.

A proposta elaborada pela professora e diretora do Museu do Homem Sergipano/UFS, Verônica Nunes, em conjunto com alunos do curso de Museologia da instituição, prevê uma completa revitalização do museu, além da revisão da exposição de longa duração montada na unidade.
Para Eloísa Galdino esta ação é de suma importância para Sergipe, pois dá condições de tornar mais visível este espaço. Ainda segundo ela, um dos pleitos que serão levantados em 2012 está ligado justamente às questões museais.

“Este convênio com UFS é muito importante para a revitalização das nossas unidades museais, pois temos o amparo de profissionais especializados nesta questão, que são os profissionais do curso de Museologia. Além disso, temos algumas frentes de atuação para recuperação e modernização dos nossos museus, uma delas é o Prodetur – feito em parceria com a Secretaria de Turismo – e a outra é o Plano de Recuperação das Unidades Museais. Dentro dos pleitos que levaremos para o Ministério da Cultura (MinC), em 2012, está a questão dos museus da Secult”, explanou Eloísa.

De acordo com a secretária, a recuperação do Museu Afro é um ganho não só para o Estado, mas para todo país, já que este é um dos primeiros museus afros fundados. “É importante que essa ação de recuperação, sobretudo de organização do acervo, ocorra em paralelo ao Encontro Cultural de Laranjeiras, momento importante para a cidade e para a política cultural do Estado”, dialogou.

Proposta Como consultora e proponente do projeto, Verônica Nunes afirma que a proposta não é definitiva, ela está aberta para alterações que sejam benéficas à unidade. Verônica também diz que o objetivo macro do projeto refere-se à realização de uma exposição de longa duração associada tematicamente ao acervo do Museu Afro.

“Temos como objetivos mais específicos demonstrar o processo da produção açucareira e é claro, evidenciar a herança religiosa africana. Além disso, pensamos em uma ação educativa que retrate o negro em Sergipe. Os objetos aqui expostos terão a função de proporcionar ao visitante uma relação espaço-temporal”, explicou Verônica.

Atualmente, o jardim do Museu Afro encontra-se em estado de revitalização, proposta da ex-diretora do Museu, Telma Santos. Dentro do plano, a parte superior da unidade será um espaço totalmente voltado para a religiosidade, tendo a supervisão da professora Janaína Couvo.

Para a coordenadora de Museus da Secult, Sayonara Viana, é preciso que a comunidade vá até os museus, assim para este incentivo o plano de revitalização se faz fundamental. “Temos que valorizar essa herança africana tão forte em Laranjeiras, valorizar cada objeto e contar essa história. Precisamos de mais textos explicativos e trazer a comunidade mais para o museu, afinal essa instituição não existe sem a presença das pessoas. Por isso é muito importante a conservação deste rico acervo”, disse.




por Ágora BR. Postado em CULTURA

SERGIPE É O PRIMEIRO ESTADO NORDESTINO NO SISTEMA NACIONAL DE CULTURA – SNC NO


 Com o objetivo de integrar, estimular e descentralizar o desenvolvimento cultural no Brasil surgiu o Sistema Nacional de Cultura (SNC), um mecanismo que visa, acima de tudo, garantir que determinados projetos continuem a ser executados, mesmo com a alternância de comando no poder público.

Este sistema está sendo implantado em todo o país e já atua em 747 municípios e 15 estados da federação. A boa notícia é que nesta terça-feira, 20, Sergipe foi oficialmente inserido neste processo, através da publicação da portaria do Acordo de Cooperação do MinC, no Diário Oficial da União (DOU).

“Fomos o quarto estado a solicitar a adesão ao sistema, em junho deste ano. Agora, somos o primeiro estado do Nordeste a aderir oficialmente ao SNC. Isso muitos nos orgulha e demonstra o quanto Sergipe está atento as necessidades da política cultural do país”, frisa a secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino.

Sistemas municipais
No momento, 8% dos municípios sergipanos estão no SNC, mas este número está prestes a crescer, graças ao esforço da Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe (Secult), que tem buscado uma completa integração com os municípios para todos eles possam criar seus Sistemas Municipais de Cultura e consequentemente auxiliar no desenvolvimento do Sistema Estadual.

“Temos um número ainda tímido de municípios aderindo ao SNC, mas há um compromisso nosso, em avançar nessa questão. Vamos cada vez mais buscar uma maior articulação com prefeitos e gestores municipais da Cultura, para que Sergipe possa se beneficiar deste sistema e atrair mais recursos para desenvolver a nossa cultura”, completa Eloísa Galdino.