VALE SELA ACORDE DE OPERAÇÃO EM SERGIPE

Fotos: Marcos Rodrigues/ASN
Um ato formal que toma contorno de solenidade diante da importância estratégica da ação para o futuro de Sergipe. Assim foi o ato onde o governador Marcelo Déda entregou oficialmente ao gerente Geral do Projeto Carnalita, da Vale, Juri Abbatantuono, a Licença de Instalação para a construção da usina que fará o beneficiamento do minério Carnalita. A ação é mais uma medida para viabilizar o que poderá ser o maior investimento da história de Sergipe, cuja estimativa é de US$ 4 bilhões.
O prazo de construção da usina é estimado em quatro anos, estando previsto o seu funcionamento para agosto de 2016. A usina vai operar no primeiro ano com uma produção de um 1,2 milhão de toneladas de cloreto de potássio, passando, no segundo ano de operação, para 2,4 milhões de toneladas.
Empenho
“Hoje, nós entregamos à Vale a licença de instalação que permite a construção da usina de beneficiamento de carnalita para a produção de potássio. Com esse ato, o Governo do Estado dá mais um passo para viabilizar o empreendimento. Estamos resolvendo pendências do ponto de vista ambiental, permitindo à Vale que, assim que resolva suas pendências com a Petrobras, possa iniciar de imediato o funcionamento da nova unidade”, argumentou o governador Marcelo Déda.

Segundo ele, o Governo do Estado tem buscado agilizar ao máximo todas as iniciativas para assegurar, dentro da esfera estadual, que não haja qualquer tipo de atraso que ameace o cronograma do investimento.

“Esse ato também é o nosso esforço, enquanto administração estadual, para dar agilidade ao processo de instalação daquele que será o maior investimento da história de Sergipe, algo em torno de quatro bilhões de dólares que vão viabilizar a exploração das reservas de carnalita, a manutenção da exploração de potássio em Sergipe, além da geração de royalties para os municípios, tributos para o Estado e de empregos para os trabalhadores sergipanos”, destacou o governador.
Ainda de acordo com Déda, a partir deste projeto de grandes dimensões, a meta é adensar a cadeia produtiva de fertilizantes em Sergipe, atraindo novos investimentos nessa área viabilizando a geração de novos postos de trabalho para os sergipanos.
Agenda Presidencial
O governador enfatizou que este é um projeto de extrema importância para a geração de empregos e renda no Estado, mas, sobretudo, também tem importância estratégica para o país, uma vez que Sergipe é o único produtor de potássio no Brasil (respondendo por cerca de 10% do consumo atual) que é, em sua maioria, importado.
“Sergipe é o único produtor de potássio atualmente. A outra alternativa de exploração é na Amazônia, o que é muito complicado. Portanto, o único estado que pode neste momento aumentar a produção de potássio e ajudar o Brasil a importar menos é Sergipe. Nesse sentido, procurei tanto o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff inserindo esse assunto na agenda presidencial”, explicou Déda, ao informar das ações que o Governo tem buscado realizar administrativa e politicamente para agilizar a solução de pendências.
Reconhecimento
Ao receber a licença das mãos do governador e do secretário de Estado do Meio Ambiente, Genival Nunes, o gerente do projeto Carnalita, Juri Abbatantuono, agradeceu pelo espírito colaborativo e destacou o empenho do Governo do Estado em todas as ações concernentes ao projeto. “A concessão dessa licença com agilidade é mais uma demonstração do empenho, trabalho competente e dedicado do Governo, quer seja do próprio governador, dos secretários e dos técnicos da área ambiental”, afirmou.
Segundo ele, um dos grandes desafios do projeto é a construção dessa usina até 2016 (no município de Japaratuba), além de outras questões que representarão desafios de engenharia, logística e planejamento do projeto. “Temos muitas outras providências para agilizar, mas trabalhamos com a estimativa de entrar em operação em 2016”, reforçou o gerente.
Requisitos
O secretário do Meio Ambiente explicou que a avaliação deste novo empreendimento obedeceu criteriosamente às exigências previstas na legislação ambiental para a área.
“A licença levou em consideração, primeiramente, o local e a ambientação, avaliando em que bioma está localizada a usina, os valores naturais existentes no local e a sua compensação, caso haja necessidade de retirada. A área de influência da usina, definindo qual seria a influência (após construída) que a unidade provocaria no seu entorno, além das análises comuns de emissão de particulados,  se e que tipo de emissão gasosa haverá, além dos tratamentos dos resíduos sanitários e industriais comuns a empreendimentos desse porte”, detalhou Genival Nunes.
A usina se localizará no povoado Terra Dura, município de Japaratuba, próximo a rodovia SE- 226.  Ela será construída numa área de 2.200 metros quadrados.
 Participaram do ato, além de membros da direção da Vale, os secretários de Estado da Casa Civil, Jorge Alberto Prado; do Planejamento, Orçamento e Gestão, José de Oliveira Júnior; e do desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Zeca da Silva.
INFO: ASN
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