A VITÓRIA DO RETROSSESSO

 


O deputado Federal Rogério Carvalho (PT) fez duras críticas à aprovação do Novo Código Florestal e lamentou a falta de aprofundamento do projeto em áreas que possibilitem a atualização do país para um desenvolvimento sustentável. Em pronunciamento realizado na última quarta-feira, 25, na Câmara dos Deputados, o parlamentar sergipano, que votou contra o Novo Código, ressaltou que o Brasil não pode ficar limitado a “uma legislação que trate apenas dos problemas mais imediatos do meio ambiente”, e reforçou que a eficiência da produtividade agrícola não pode estar unicamente vinculada ao aumento de áreas destinadas para o plantio.

Um dos aspectos do Novo Código que mais contrariou o posicionamento do deputado petista concerne à mentalidade tecnicista que marca o projeto. Segundo Rogério, não dá para se discutir sobre o futuro das próximas gerações com o mesmo pensamento que se vivia nos séculos XVIII e XIX – tempos das revoluções burguesas e da revolução industrial, quando o homem dominou e explorou a natureza em outro patamar não visto na história social.

“O que vimos ontem foi uma disputa entre o passado e o futuro e, infelizmente, venceu o retrocesso. Na votação do Código Florestal venceu a concepção de que o ser humano é um ser especial enviado à Terra para explorar a Natureza, ou seja, que o ser humano não é constituinte do meio ambiente. Ele supostamente não é um ser vivente, morador da Terra, e por isso não precisa preservar o que, na sua idéia, lhe foi dado. Daí o seu descompromisso com a Natureza”, discursou Rogério Carvalho.

Produção

Rogério também destacou, diferentemente do que foi defendido por outros parlamentares, que é possível aumentar a produção agrícola do Brasil sem ter que derrubar mais nenhum hectare de árvores. “Temos tecnologia suficiente para aumentar a produção brasileira, sem adotar o argumento de que não é possível produzir mais na área que temos atualmente”.
“Não podemos viver como se o lixo não nos pertencesse. Nunca produzimos tantos alimentos e ao mesmo tempo nunca comemos tão mal e distribuímos pessimamente esses alimentos”, advertiu Rogério, lembrando ainda que cerca de 70% da água do mundo é usada na agricultura e apenas 30% vai para consumo humano. “Se os mananciais hídricos não forem preservados, também não existe agricultura”, concluiu.


VIA  ROGERIO CARVALHO

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